Produtos Impossíveis
Quais informações você anda consumindo por aí?
Todos os dias consumimos informações produzidas
para parecerem irresistíveis
Veja quantas pessoas tentaram comprar
nossos produtos:
Você chegou até aqui porque viu o anúncio de um produto absurdo, artificial e improvável. Ele parecia real porque foi apresentado com estética publicitária, promessa fácil e distribuição direcionada. Com a desinformação acontece algo parecido.
Conteúdos falsos, manipulados ou distorcidos podem parecer confiáveis quando chegam prontos, bonitos, emocionais e alinhados ao que você já costuma consumir.
Quais
informações
você anda
consumindo
por aí?
Informação ultraprocessada
Descubra como este anúncio chegou até você
Nada disso
chegou
até você
por acaso.
Quando você navega, pesquisa, curte, comenta, compartilha, assiste ou apenas permanece olhando para um conteúdo, as plataformas coletam sinais sobre seus interesses, hábitos, medos e desejos. Esses sinais ajudam a prever o que tem mais chance de prender sua atenção. A partir disso, anúncios, vídeos, posts e recomendações são direcionados para públicos com maior possibilidade de clicar, reagir ou compartilhar.
A campanha usa essa lógica de propósito. Criamos Produtos Impossíveis para demonstrar como conteúdos absurdos podem circular como se fossem normais quando são bem embalados, segmentados e impulsionados.
A diferença é que estamos mostrando como isso aconteceu.
-
Curtidas, buscas, tempo de tela, vídeos assistidos e interações.
-
Esses dados são usados para identificar interesses e prever comportamentos.
-
O sistema escolhe aquilo que tem maior chance de capturar sua atenção.
-
Anúncios e publicações são entregues para quem tem maior probabilidade de reagir.
Nossa publicidade revela como chegou até você.
A desinfor-
-mação, não.
Informação ultraprocessada
parece fácil de consumir.
Mas pode
fazer mal.
Assim como determinados alimentos ultraprocessados são desenvolvidos para serem práticos, visualmente atraentes e consumidos repetidamente, muitos conteúdos digitais são produzidos para capturar sua atenção rapidamente. Eles podem chegar com títulos alarmistas, imagens chamativas, promessas milagrosas, indignação pronta ou apelos emocionais. Às vezes, parecem resolver um problema que você nem sabia que tinha. Em outras, apenas alimentam medo, raiva, ansiedade e desconfiança.
O problema não é você ter “caído”. O problema é que existe uma indústria inteira disputando sua atenção.
Antes de
compartilhar,
leia o rótulo.
| Informação ultraprocessada | |
|---|---|
| Fontes verificáveis | 0% |
| Contexto | baixo teor |
| Diversidade de perspectivas | traços |
| Carga emocional | altíssima |
| Interesse comercial ou político | pode conter |
| Prazo de validade | até a próxima indignação |
Desinformação
não circula
sozinha.
Ela é distribuída.
- Atenção
- Permanência
- Dados
- Perfilamento
- Direcionamento
- Publicidade
- Lucro
Se a informação parece gratuita, talvez o produto seja a sua atenção.
Nem todo conteúdo falso ou manipulado viraliza porque é bom. Muitas vezes, ele circula porque ativa emoções fortes, gera conflito, prende atenção e alimenta modelos de negócio baseados em engajamento. Quanto mais tempo uma pessoa permanece em uma plataforma, mais dados ela gera e mais anúncios podem ser vendidos. Nesse ambiente, conteúdos polarizantes, sensacionalistas ou enganosos podem ganhar vantagem porque geram mais reação. Por isso, enfrentar a desinformação não é apenas pedir que as pessoas pensem duas vezes antes de
É preciso discutir concentração de poder, transparência, responsabilidade das plataformas, regulação democrática e direito à informação.
Quando o algoritmo
escolhe sempre
o mesmo prato,
sua visão de mundo
empobrece.
Uma alimentação saudável depende de diversidade.
Com a informação também é assim. Quando você recebe sempre os mesmos temas, opiniões, enquadramentos e estímulos emocionais, passa a ter menos contato com perspectivas diferentes.
Isso empobrece o debate público e pode fazer parecer que todo mundo pensa igual ou que quem pensa diferente é um inimigo.
Prato repetitivo
Prato diversificado
Não terceirize sua visão de mundo para o algoritmo.
Sua liberdade
de escolha começa
com um cardápio
mais diverso.
Não existe uma única fonte perfeita para tudo.
O caminho mais saudável é combinar fontes, formatos, territórios e perspectivas. Informação de qualidade não é apenas aquela que confirma o que você já pensa. É aquela que ajuda você a compreender melhor o mundo.
- Conteúdos altamente emocionais.
- Prints sem contexto.
- Vídeos sem fonte.
- Correntes de mensagens.
- Perfis que vendem certeza absoluta.
- Mensagens com urgência artificial.
- Cultura e arte.
- Produção independente.
- Comunicadores populares.
- Experiências locais.
- Conversas com pessoas reais.
- Opiniões diferentes da sua.
- Jornalismo profissional.
- Dados públicos.
- Fontes oficiais verificáveis.
- Pesquisas.
- Especialistas.
- Instituições reconhecidas.
- Veículos locais e comunitários.
Consumir
com moderação
Diversificar
o prato
Consumir
diariamente
Alerta: Evitar como rotina
- Promessas de soluções milagrosas.
- Ataques a grupos vulnerabilizados.
- Informação sem autor, fonte ou data.
- Imagens manipuladas.
- Uso enganoso de edição ou inteligência artificial.
Diversifique
suas fontes
Como você
diversifica
seu prato.
Antes
de passar
adiante,
leia
o rótulo.
Cinco perguntas antes de compartilhar
- Quem produziu essa informação? Existe autor, veículo, instituição ou responsável identificado?
- Como ela chegou até mim? Foi uma recomendação, anúncio, influenciador, grupo fechado ou mensagem encaminhada?
- Quem ganha com isso? Existe algum interesse comercial, político, ideológico ou econômico?
- O que essa informação quer que eu sinta? Medo, raiva, urgência, nojo, euforia ou ódio?
- O que outras fontes dizem? Existe diversidade de fontes ou apenas a repetição da mesma narrativa?
Duvidar não é cinismo. É cuidado. E também é cidadania.
Monte uma dieta deinformação mais saudável. Baixe aqui o cardápio
A internet
também pode
nutrir
Redes sociais, inteligência artificial e plataformas digitais também podem ampliar vozes, fortalecer comunidades, espalhar arte, conectar pessoas e democratizar o conhecimento.
O problema não é a tecnologia.
O problema surge quando poucas empresas controlam o cardápio, decidem o que aparece, reduzem a diversidade e lucram com modelos que premiam conflito, ansiedade e manipulação.
Esta campanha não é contra estar nas redes.
É a favor de mais autonomia, transparência, diversidade e liberdade para escolher o que consumir.
A tecnologia
não é o problema.
O problema
é quem decide
o cardápio.
Informação ruim também pesa no voto
Não
terceirize
seu voto para
o algoritmo.
Em períodos eleitorais, a disputa pela atenção fica ainda mais intensa. Conteúdos falsos, manipulados, distorcidos ou produzidos com inteligência artificial podem circular rapidamente, explorar medos e tentar influenciar decisões políticas.
Por isso, cuidar da informação que você consome também é cuidar da democracia.
Se tanta criatividade
pode vender algo que
te faz mal,
use a sua
para encontrar
algo que te faz bem.
A campanha Produtos Impossíveis usou criatividade, publicidade e inteligência artificial para criar coisas que pareciam reais.
Fizemos isso para mostrar como conteúdos manipulados podem ser sedutores e como é importante olhar com mais atenção para aquilo que chega pronto até você.
Agora, o convite é outro.
Use sua criatividade para diversificar fontes, procurar contexto, conversar com pessoas diferentes, valorizar o jornalismo, apoiar comunicadores confiáveis e cobrar mais transparência das plataformas.
ou clique e:
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Conheça os produtos
impossíveis
Veja os filmes, anúncios, embalagens, conteúdos dos influenciadores, bastidores e reações provocadas pela campanha.